Arquivo para Setembro, 2009

Primavera

Primavera chuvosa
Primavera com flores
Primavera revoltosa
Primvera de amores

A rima é simples, mas detalha a primavera como ela está. Tem chuva além do normal, flores com saudades do sol, natureza com saudades do amor.

Amor pela terra!
Amor pelas pessoas!
Amor pela vida!

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Que dia – parte 3

Sofia acordou pedindo a Deus para que seu pai esquecesse que ela estava em casa. Final de semana com o pai, e em feriado de eleição era tudo o que ela não queria para aqueles dias de TPM.

Mas fazer o que, já passava das 10 h, e seu pai Luiz foi chamá-la para acompanhá-lo na boca de urna. Luiz sabia que se ficasse rodando os locais de votação com a filha a tira-colo, não levantaria suspeita. E assim, fingindo não saber as intenções de seu pai, Sofia se submeteu a via sacra de visitar os locais de votação.

Em todos os locais os amigos e co-partidários de seu pai faziam graça para a menina, mas ela só pensava “que saco, porque minha Vovi ficou doente logo nesse final de semana”. Por sorte Sofia encontrou alguns amigos da escola, e pode distrair-se alguns minutos do longo dia. Ao final da votação, teve que implorar para seu pai ficar com ela em casa, e não a levar para a contagem de votos..

De volta a casa de seu pai teve que assistir a contagem da votação pela televisão local, pelo rádio e pelo rádio amador de seu pai. Era torturante para aquela menina de apenas 13 anos. Sofia puxou uma cadeira na janela, e ficou apreciando as luzes dos carros que passavam pela avenida. Pode ver os eleitores, que ela considerava normais, passando com alegria pela rua. Alguns conhecidos de seu pai lhe acenavam simpaticamente. Outros nem pareciam estar sabendo da eleição.

O telefone tocou, Sofia correu para atender, mas seu pai já havia atendido num pulo só. Era sua mãe para avisar que a Vovi teria que passar mais aquela noite no hospital, e pediu para Luiz ficar com a filha mais uma noite. Com pressa de liberar o telefone para os correligionários, concordou prontamente, e avisou Sofia de que ela ficaria até o outro dia. Luiz avisou também que a deixaria com mala e tudo na escola pela manhã.

Com aparente decepção nos olhos, Sofia pediu ao pai para usar seu computador. Luiz concordou de pronto, desde que Sofia fizesse a janta para eles. E assim, um miojo foi providenciado para a janta da derrota do candidato de seu pai. Sofia que não tinha fome, e brincou com o macarrão até seu pai liberá-la para sair da mesa. Luiz mal tinha sinalizado para a retirada dos pratos da mesa, e Sofia já estava com o computador ligado e aguardando que ela terminasse de lavar a louça.

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Hino à Bandeira Nacional

Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever;
E o Brasil, por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira,
Pavilhão da Justiça e do Amor!

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Letra: Olavo Bilac
Música: Francisco Braga

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Indiginação Cívica

07/09/2009
Dia de respeito ao Brasil. Mas ao invés disso a mídia somente conseguia passar e repassar o vexame ao cantar do Hino Nacional. Aproveitando o assassinato do Hino pela cantora Vanusa, os programas, num pedido de socorro cívico, tentam achar quem soubesse a letra da música do nosso Hino Nacional.
Assim, me vejo obrigada a não publicar a continuação do texto Que Dia, para publicar a letra do Hino Nacional. E como a semana é Cívica, publicarei ainda outros hinos importantes e com toda certeza já esquecidos pela população brasileira.

HINO NACIONAL

Parte I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Parte II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
“Nossos bosques têm mais vida”,
“Nossa vida” no teu seio “mais amores.”
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- “Paz no futuro e glória no passado.”
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva

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